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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Porto das Velas (Ilha de São Jorge) será aumentado


Foto: Miguel Nóia - Velas - São Jorge

A empresa de capitais públicos Portos dos Açores, S.A., responsável pela gestão das principais infraestruturas portuárias das nove ilhas do arquipélago, acaba de lançar o procedimento contratual com vista à execução da empreitada de “Construção do Prolongamento do Molhe-Cais do Porto das Velas, na Ilha de São Jorge”.


Trata-se, formalmente, de um concurso limitado por prévia qualificação, cumprindo esta empreitada o compromisso oportunamente assumido pelo Governo dos Açores na «Carta Regional de Obras Públicas 2013-2016» relativamente a investimentos nos portos da Região. 


Este procedimento tem um valor base de € 18.000.000,00 (dezoito milhões de euros) e prevê um prazo de execução de 24 meses, compreendendo a empreitada o prolongamento do cais comercial atual e respetivo molhe de proteção em mais 150 metros, a construção de uma nova gare de passageiros, adjacente à rampa ro-ro para navios ferry, e o reordenamento dos espaços envolventes.

Na empreitada de “Construção do Prolongamento do Molhe-Cais do Porto das Velas” inclui-se, ainda, a construção de um edifício destinado a oficinas e garagem dos equipamentos de movimentação das mercadorias e a instalação de redes técnicas (água, energia elétrica, combate a incêndios e combustíveis) no prolongamento do cais e a reabilitação/beneficiação das redes já existentes.
 


Os trabalhos a contratualizar têm em vista possibilitar a operação simultânea de dois navios naquela infraestrutura portuária, melhorar as condições de agitação marítima, não só no cais comercial e respetiva bacia de manobra mas também na entrada e interior da marina local e, ao mesmo tempo, permitir um melhor ordenamento de todo o porto, separando as suas principais valências (mercadorias/passageiros) e aumentando a segurança nas operações portuárias, de acordo com o código ISPS.

A execução da empreitada de “Construção do Prolongamento do Molhe-Cais do Porto das Velas” irá proporcionar, por fim, um funcionamento integrado da nova gare de passageiros com a rampa Ro-Ro e respetivos acessos rodoviários, reorganizando o parqueamento de contentores.


O Azores Cruise Club saúda esta obra, que irá certamente beneficiar as operação dos navios de cruzeiro de pequena e média dimensão que demandam o porto de Velas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Governo dos Açores desiste de cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo

 
O Plano Integrado de Transportes do Governo Regional dos Açores não inclui a construção de um cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, mas prevê o regresso das ligações marítimas de passageiros inter-ilhas ao porto da cidade.


"O cais de cruzeiros de Angra será substituído por um investimento ao nível da modernização e da operacionalidade do Porto das Pipas, dotando-o de uma rampa ro-ro [roll-on, rol-off] e de uma solução, que a seu tempo apresentaremos, que visa sobretudo dar a centralidade que Angra sempre teve e fomentar rotas tradicionais, como aquela que existia entre Angra e a Calheta de São Jorge", salientou nesta segunda-feira, em declarações aos jornalistas, o secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga.

Mais sobre o projecto do cais de cruzeiros de Angra do Heroísmo:

sábado, 1 de junho de 2013

Turismo de Cruzeiros Duplica nos Açores (RTP Açores)


Em dois anos, o movimento de cruzeiros duplicou, na Região dos Açores.

Dos 60 mil turistas, em 2010, os portos passaram a receber 100 mil visitantes ao ano.

A grande fatia de escalas centra-se nos terminais de Ponta Delgada e Horta. 

Enquanto isso, em Angra do Heroísmo, mantém-se a dúvida da construção ou não de um cais de cruzeiros.    

O turismo de cruzeiros foi debatido na terça-feira à noite, na RTP/Açores, no programa Em Foco.


Mais sobre o projecto do cais de cruzeiros de Angra do Heroísmo:

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Comércio do Faial protesta contra cancelamento de cruzeiros

Fonte: Antena 1 Açores Online


"Na Horta, o cancelamento de três escalas de navios de cruzeiros, em menos de um mês, está a gerar uma onda de protestos.

Comerciantes e taxistas queixam-se do novo cais de passageiros, por não ter dimensão para receber os grandes barcos.

A 'Portos dos Açores' escusa-se a dar explicações aos jornalistas.

Os taxistas são uma das classes mais penalizadas com estes cancelamentos, a par do comércio e dos agentes de viagens, que só esta semana se limitaram a ver os navios passar.

Os três navios cancelaram a operação na Horta devido a avarias no motor e às condições climatéricas, mas curiosamente puderam atracar todos em Ponta Delgada." - ouvir reportagem aqui


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Fonte: Tribuna das Ilhas (2013/03/15)
Artigo de Opinião de Engº Ângelo Andrade (Ex. Director da Junta Autónoma)

Terminal Marítimo da Horta versus Cais de Cruzeiros 


"(...) vejamos o caso do novo molhe acostável enraizado junto á praia da Conceição cuja operacionalidade é bastante condicionada.

O molhe deveria, na minha opinião, abrir mais a leste visto que teria maior profundidade (poderia eventualmente atingir cotas da ordem dos -12m, em oposição actuais -8m) e maior comprimento de cais acostável. O paralelismo com a avenida 25 de Abril, não tem qualquer interesse prático. Neste tipo de obras deve prevalecer a operacionalidade sobre outros aspectos de índole arquitectónica.

Por outro lado o “enxerto” de uma rampa RO/RO (roll-on / roll-off) reduziu ainda mais o comprimento de cais acostável.


Estes constrangimentos não permitem a operação de navios de cruzeiro, de maior porte. Exemplo: o último navio de cruzeiro que demandou o nosso Porto,
Nome: MARCO POLO (IMO 6417097)
Dimensões: 176 m de comprimento; 24 m de Boca; 8,1 m de calado.

Fundeou ao largo! (nota do blogue: o navio atracou no porto comercial, como é visível na foto acima) 

Os sucessivos parecer emitidos pelos técnicos ligados ás obras de engenharia hidráulica, á exploração e gestão portuária sempre foram ignorados por quem tinha poderes de decisão na matéria.

 

Entretanto desenvolveram-se obras em terra cuja responsabilidade foi atribuída á Administração Portuária, na minha perspectiva, indevidamente visto que estão implantadas em áreas que não estão sob jurisdição portuária. Estas absorveram verbas importantes que deveriam ter sido canalizadas para a obra marítima, e assim teríamos um bom cais.

A obra passou de “Cais de Cruzeiros” a “Terminal Marítimo”, e já há por aí “especialistas em transportes” a defender que os ferries transportem cargas paletizadas e a sugerir, para conseguir tais objectivos, alterações na nova gare marítima.

 

Ora isto é simplesmente absurdo, visto que em vez de ordenar o porto criando, terminais especializados voltaríamos à situação de mistura de cargas e passageiros, exactamente o contrário dos pressupostos contidos na fundamentação e justificação do projecto.

Em conclusão: As alterações impostas ao projecto inviabilizaram um cais de cruzeiros na verdadeira acepção da palavra. Porém criou-se um terminal especializado para  passageiros A introdução de operações de carga neste terminal significa mais um retrocesso no planeamento do porto e da operação portuária. Devemos pois exigir o transporte de mercadorias também em carga contentorizada, sendo todas movimentadas somente no porto comercial, e com o mínimo de baldeações intermédias e manuseamentos adicionais."

Delphin - O Primeiro Navio de Cruzeiros no Novo Cais Norte da Horta (2012/09/29)
1ª Fase de Requalificação do Porto da Horta (Junho 2010)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Governo dos Açores Recua no Projecto do Cais de Cruzeiros de Angra

Fontes: RTP Açores (8 Fevereiro) e Governo dos Açores (13 Fevereiro)



O secretário da Educação, Ciência e Cultura dos Açores disse quinta-feira (8 de Fevereiro) que a proposta de construção de um cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo, apresentada pelo anterior governo, é ilegal.

Luís Fagundes Duarte, que falava à saida de uma comissão parlamentar, explicou que nunca foi pedido parecer à direção da cultura sobre o assunto e que, se vier a ser, o projeto tal como está será chumbado por critérios meramente técnicos.

O secretário, ouvido pela Comissão Parlamentar dos Assuntos Sociais, recordou um estudo recente que alerta para a fragilidade do património submerso sobretudo se for feita alguma intervenção na Baía de Angra.

Está em discussão no parlamento uma petição que apela à não destruição do parque arqueológico subaquático da baía de Angra do Heroísmo.


Por seu turno, o Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reafirmou na última quarta-feira (13 de Fevereiro) que o projeto do Cais de Cruzeiros de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, será repensado e reavaliado, de forma a cumprir a legislação sobre o parque arqueológico e ser integrado nos objetivos de desenvolvimento da Região.

“O que será feito é aquilo com que me comprometi na campanha eleitoral, que, aliás, corresponde ao sentir e às posições expressas pelo Conselho de Ilha e pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, que é a necessidade de repensar e reavaliar este projeto”, afirmou Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência que concedeu à presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.

O Presidente do Governo salientou que “esse trabalho de reavaliação do projeto será desencadeado”, numa análise da “forma como ele está definido e se integra nos objetivos de desenvolvimento da Região”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Berta Cabral (PSD) quer reavaliação do projeto do cais de cruzeiros de Angra do Heroísmo

Fonte: RTP Online


A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional, Berta Cabral, afirmou Sábado que a construção de um cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo, na Terceira, não é prioritária, defendendo ser mais urgente apoiar as empresas.
  
"Não estamos em tempo de fazer obras megalómanas sem haver uma retoma económica, sem darmos mais atenção às nossas empresas e aos nossos empresários, à criação de emprego e à revitalização da nossa economia", frisou Berta Cabral, para quem o projeto do cais de cruzeiros de Angra do Heroísmo "deve ser reavaliado".


Berta Cabral, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Porto da Praia da Vitória, considerou que há "tempo para reavaliar e para tomar as decisões acertadas à medida que a retoma económica se fizer".

A candidata social-democrata também não mostrou recetividade à criação de uma plataforma logística no Porto da Praia da Vitória, nem em qualquer outro porto do arquipélago, pelo menos, nesta altura.

 

"O novo modelo de transportes (defendido pelo PSD/Açores) privilegia a rotação e a capacidade de unir as nove ilhas e, portanto, não vai dar destaque especial a nenhuma delas", frisou, numa referência ao modelo de transporte misto de carga e passageiros que pretende ligar "as ilhas todas entre si, de 24 em 24 horas".

"Queremos fazer com que a carga circule entre todas as ilhas, de forma a que cada mercado individual de cada ilha faça parte de um mercado maior, que é o mercado Açores", salientou.

Berta Cabral admitiu, no entanto, que no futuro possa ser necessário dar maior destaque a um ou outro porto do arquipélago, consoante as necessidades dos empresários.

"Se, do ponto de vista da organização da iniciativa privada, este ou aquele porto requerer mais esta ou aquela infraestrutura, será a própria dinâmica que ditará isso e que fará com que então possamos corresponder às exigências do próprio mercado", afirmou.


Relativamente ao Porto da Praia da Vitória, Berta Cabral considerou que tem "condições para ser tudo o que se quiser", salientando que esta infraestrutura portuária pode ser mista, tendo em conta que "tem espaço, terraplenos, cais acostável e área de expansão".

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dragagem da nova bacia de manobra do Porto da Horta custará 3,5 ME

Fonte: Jornal O Incentivo Online
Jornalista Souto Gonçalves
 

 BACIA DE MANOBRA DO TERMINAL DE PASSAGEIROS
 Cota dos fundos passará de -6 para -8,5 metros (Foto: Jornal O Incentivo Online) 

A empresa Portos dos Açores acaba de consignar a obra que deverá decorrer até ao início do próxima ano. Uma nota distribuída à imprensa ao fim da tarde de hoje indica que a dragagem vai permitir colocar os fundos da bacia de manobra do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto da Horta à cota de -8,5 metros. 

Durante os trabalhos a entrada de navios de grandes dimensões fica condicionada no molhe norte do Porto, embora a operacionalidade para os barcos da ATLÂNTICOLINE  e da TRANSMAÇOR continue garantida. 


Segundo a Portos dos Açores, SA a mobilização de equipamentos para a realização da obra está em curso, a cargo do consórcio composto pelas seguintes empresas: SOMAGUE Engenharia, SA; SOMAGUE EDIÇOR Engenharia, SA; TECNOVIA Açores Sociedade de Empreitadas, SA; AFAVIAS Engenharia e Construções, SA e CONDURIL Engenharia, SA. 

A empreitada custa 3 404 162,10 euros e visa a remoção de 145 mil metros cúbicos de dragados durante 5 meses. 


A cota atual da nova bacia de manobra do Porto da Horta é de -6 m. Com o aumento de 2,5 m será possível, de acordo com o presidente da Portos dos Açores, Fernando Nascimento, em declarações à Agência Lusa, que «todos os navios de turistas» que escalaram o Faial nos últimos três anos atraquem no novo cais de passageiros. 


Esta afirmação é contestada no blogue Azores Cruise Club. Os navios Oriana (recordar escala aqui) com 260 metros de comprimento e Nieuw Amsterdam (290 m) (recordar escala aqui) «não terão condições de manobra, nem comprimento de cais», lê-se no referido blogue, pelo que «deverão, infelizmente, continuar a fundear fora» do Porto.

1ª Fase de Requalificação do Porto da Horta (Junho 2010)

domingo, 5 de agosto de 2012

Estreia do Novo Caís Norte da Horta por Ferry


Imagens do novo Caís Norte do Porto da Horta, aquando da primeira escala do ferry Express Santorini (117 metros de comprimento, 4.4 metros de calado) ao serviço da Atlânticoline, no passado dia 1 de Agosto. Os nossos agradecimentos ao Miguel Nóia pela reportagem.


O programa Açores Hoje da RTP Açores (que substituiu recentemente o programa Bom Dia Açores), dirigido pelo jornalista Pedro Moura, abordou a Inauguração deste nova infraestrutura portuária. Partilhamos aqui o programa em causa.

Fonte: RTP Açores

1ª Fase de Requalificação do Porto da Horta (Junho 2010)

domingo, 29 de julho de 2012

Inaugurado novo Caís Norte do Porto da Horta

Fontes:

Imagens:


O novo terminal marítimo de passageiros do porto da Horta, inaugurado este sábado pelo Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, representou um investimento global da ordem dos 47 milhões de euros. 


A infraestrutura, que começará a ser operada já a partir deste domingo, constitui a 1.ª fase da empreitada de requalificação e reordenamento da frente marítima da cidade da Horta.


Segundo referiu à agência Lusa Fernando Nascimento, presidente da sociedade anónima "Portos do Açores", que gere as infraestruturas portuárias da região, o novo terminal oferece "condições excecionais" para acolher passageiros.


A obra agora inaugurada compreendeu a construção de um novo molhe com 393 metros de comprimento, do cais aderente para ferries (Atlanticoline) e cruzeiros com 270 metros de comprimento e de uma ponte-cais com 80 metros de comprimento, com duas rampas RO-RO aderentes para operação dos navios da Transmaçor.


Carlos César referiu que no caso do turismo de cruzeiros, a evolução também tem sido muito positiva e associada às capacidades que o Governo Regional tem transmitido ao acolhimento especializado nos nossos portos, como é o caso do Faial com a construção deste novo cais. De um volume de atividade perfeitamente residual nos anos noventa, passaram a escalar anualmente os portos dos Açores uma centena de navios de cruzeiros, com cerca de 100 mil turistas a tomarem contato com as nossas ilhas e o arquipélago passou a ser reconhecido internacionalmente como um local qualificado de escala.


Apesar da dimensão da obra, o novo cais tem sido alvo de algumas críticas, por alegadamente não permitir a operação com os grandes navios de cruzeiro que fazem escala na ilha, devido ao calado (-6 metros).


Fernando Nascimento garante, no entanto, que a empreitada de dragagem interior do novo cais (que está a aguardar visto do Tribunal de Contas), vai permitir chegar aos - 8,5 metros. Segundo explicou, com essa profundidade, "todos os navios de turistas que já fizeram escala no porto da Horta, nos últimos três anos, vão poder atracar no novo cais de passageiros".  


O Azores Cruise Club discorda desta última declaração, se atentarmos a navios como o Oriana (com 260 metros de comprimentos) e o Nieuw Amsterdam (com 290 metros de comprimento) que não terão condições de manobra, nem comprimento de cais disponível na nova zona portuária da Horta. Estes navios deverão, infelizmente, continuar a fundear fora do porto. Em princípio (e após dragagem da nova área até à quota de -8,5 metros) todos os navios de cruzeiro que atracam actualmente no molhe comercial poderão fazê-lo no novo cais.


Para além da dragagem das bacias de manobra e estacionamento das embarcações, este conjunto de empreitadas incluiu também a construção de um terrapleno com cerca de 20.000 metros quadrados, de um esporão de guiamento e proteção da foz da ribeira da Conceição com 130 metros de comprimento e de uma gare marítima de passageiros.


Nesta fase, foi igualmente executado o arranjo do espaço público envolvente, incluindo uma nova rotunda, acessos rodoviários ao terrapleno, parques de estacionamento, pavimentações e áreas ajardinadas, bem como novas redes de iluminação pública, abastecimento de água, drenagem de águas pluviais e residuais, telefones e combustíveis.


Com um prazo de execução de 36 meses, esta obra, da responsabilidade da Portos dos Açores, SA, foi executada por um consórcio constituído pelas empresas Somague Engenharia SA, Somague-Ediçor Engenharia SA, Tecnovia Açores - Sociedade de Empreitadas SA, Conduril - Construtora Duriense SA, e Afavias – Engenharia e Construções – Açores SA.


A primeira pedra desta empreitada, que constitui uma das obras mais marcantes realizadas no porto da Horta, foi lançada a 30 de Março de 2009. 


As “obras relevantes na história do porto da Horta”, conforme regista uma placa evocativa hoje descerrada no novo terminal marítimo de passageiros, foram a construção do Cais (Velho) de Santa Cruz, em 1876, o início da construção da Doca da Horta, em 1876, a reparação de grande rombo na Doca da Horta, em 1948, a construção da Avenida Marginal, em 1956-61, a construção da Marina da Horta (Norte), em 1982-86, o reforço do Molhe e construção do Parque de Contentores, em 1992-2000, a ampliação da Marina da Horta (Sul), em 2000-2002, e a construção do Terminal Marítimo de Passageiros, em 2009-2012.


1ª Fase de Requalificação do Porto da Horta (Junho 2010)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Terminal de Cruzeiros de Angra deve ter projeto revisto

Fonte: Jornal Diário Insular (site Portos de Portugal)
Fotos: Arquivo Online Jornal Diário Insular

O Conselho de Ilha da Terceira emitiu, no passado dia 27 de Junho, um parecer sobre o Terminal de Cruzeiros que está previsto construir em angra do Heroísmo, onde instiga as autoridades a rever o projeto para que se acautelem aspetos ligados à segurança portuária e à sua própria rentabilidade. Segundo lembra o organismo presidido por António Maio, um cais desta natureza deverá ter capacidade suficiente para abarcar cruzeiros até 350 metros. “Assim sendo, os decisores políticos e os organismos técnicos responsáveis pelo projeto deverão encontrar a melhor via para enquadrar um projeto inovador, funcional, seguro e rentável que potencie um melhor aproveitamento da baía e a sua ligação à malha urbana”, escreve o Conselho de Ilha no parecer. Por outro lado, adianta, deverá aproveitar-se a oportunidade para reformular a marina e o cais do Porto Pipas, consideradas “peças dissonantes de uma harmonia e complementaridade que a baía e a cidade merecem e exigem, pelo seu passado histórico e glorioso e que, nós, enquanto agentes da modernidade, temos o dever de acautelar.”. 

 
UNESCO
No mesmo parecer, o Conselho de Ilha da Terceira sugere que o projeto do Terminal de Cruzeiros seja apresentado à Unesco. Na opinião do organismo devem ser pedidas linhas orientadoras à organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para que se avalie a compatibilidade do projeto com a classificação da cidade como Património Mundial da Humanidade. “Esta classificação jamais poderá ser posta em causa”, sustenta. De facto, referem os conselheiros de ilha, o que se pretende com este cais é que possa servir para valorizar e incrementar a componente turística “de uma malha urbana que se orgulha dos seus pergaminhos históricos, reconhecidos na sua classificação de Património Mundial pela Unesco”. Ao mesmo tempo, espera-se que este investimento contribua para que este tipo de turismo, associado à navegação de cruzeiros no atlântico, encontre condições para a sua expansão, reforçando ainda a ligação da cidade ao mar e consolidando o aproveitamento e a integração da sua zona costeira. 

 
MAIS INVESTIMENTO 
O Conselho de Ilha da Terceira, reunido em sessão extraordinária no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, revela no documento “satisfação pelo significativo volume de investimento na ilha Terceira”. O organismo recorda que o volume de investimento é de 80 milhões de euros, sendo que 95% são provenientes de Fundos Estruturais da Europa. No encontro do Conselho, foi ainda manifestada “forte convicção de que tal esforço possa gerar dinâmicas multiplicadoras ao nível da atividade económica e consequentemente do emprego, numa conjuntura que se caracteriza como recessiva e problemática em termos da atividade económica da Região, como, aliás, é unanimemente reconhecido, como consequência da grave crise que assola o nosso país e, com inevitáveis reflexos, no quotidiano dos açorianos”. Recorde-se que o projeto para a construção do Terminal de Cruzeiros encontra-se em fase de consulta pública. Este é mais um parecer a juntar ao da Câmara de Comércio de angra do Heroísmo, que também aconselha que o projeto seja repensado e reformulado. A associação representativa dos empresários instiga igualmente ao redimensionamento da marina da baía da cidade.