Nada melhor do que escrever um pouco da companhia de Cruzeiros mais antiga do mundo para dar início à rubrica de Memórias do blogue.
"PS Ripon" a sair de Southampton em 1854 - Fonte: António Silva
Um dos marcos mais importantes na história da
P&O foi a compra de 51% da
Orient Steam Navigation Company no final de 1918, expandindo assim as suas operações de correio e cruzeiros para o Índico e Oceânia.
Mais tarde, com a II Guerra Mundial, a
P&O sofreu a perda de 156 navios, incluindo cruzeiros como o
Viceroy of India. Entraram então ao serviço navios como o
Cathay,
Oronsay,
Orcades. De realçar as escalas frequentes dos navios
Orcades,
Chusan e
Arcadia nos Açores ao longo das décadas de 60 e 70.
No pós-guerra a aviação civil estava em ascensão na indústria dos transportes. Como tentativa de manter a competitividade, os novos navios eram maiores e mais rápidos, de tal forma que a viagem para Austrália passou a ser feita em 4 semanas, em vez de cinco.
Em 1955 a P&O e Orient Lines encomendaram os seus últimos navios de passageiros da linha do Oriente: o Canberra e o Oriana. Estes rápidos navios reduziram para 3 as semanas de viagem entre a Europa e a Austrália, com o Oriana a marcar os 30 nós de velocidade nos testes de mar. Tanto o Canberra como o Oriana escalaram os Açores em várias ocasiões.
Em 1961 a P&O adquiriu as restantes acções da Orient Lines e alterou a designação da sua operação de passageiros para P&O-Orient Lines. Com a decrescente popularidade das viagens de passageiros nas décadas de 60 e 70, o turismo de cruzeiros assumiu um importante papel na continuidade da linha do Oriente.
Com o passar dos anos e a iminente saída de serviço do Canberra, a P&O encomendou o actual Oriana, entregue em 1995. Dois anos mais tarde o Canberra foi desmantelado e substituído pelo Star Princess, hoje denominado Ocean Village (teve também a designação de Arcadia entre 1997 e 2003).
O Aurora entrou ao serviço em Abril de 2000. É um navio muito semelhante ao
Oriana no exterior e completamente diferente no interior, sendo um navio de maior tonelagem.
O
Oceana (ex-Ocean Princess), um navio semelhante ao
Sea Princess, passou a fazer parte da frota da P&O na mesma altura que o
Adonia. No entanto o
Oceana ainda hoje faz parte da frota. Outro navio da
Princess, o
Artemis, juntou-se à frota em 2005, sendo actualmente o navio mais pequeno da
P&O Cruises.
Em 2000 a companhia mudou novamente a sua designação, desta vez para
P&O Princess. Isto significou a independência do
grupo P&O.